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sábado, 31 de julho de 2010

Censura na internet?


(por *Pedro Marques) A censura da Internet se tornou uma fonte de tensões entre China e Estados Unidos, com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, lançando um chamado em janeiro pela defesa da liberdade na internet em todo o mundo, citando a China, entre outros países, como exemplo.

No dia 12 de janeiro, o Google anunciou ter sofrido um ataque de hackers. A Contas do Gmail pertencentes a vários ativistas chineses de direitos humanos foram violadas. Na sequência dos acontecimentos o gigante da internet anunciou que deixaria de censurar os resultados das buscas em sua versão em mandarim. Desde a chegada do Google à China, em 2006, temas como o Massacre da Praça da Paz Celestial, a seita Falun Gong e a luta pela libertação do Tibet eram censurados no serviço de buscas e também em concorrentes, como o Bing.

Alguns meses depois...

O Google afirmou nesta quinta-feira (29/07) que seus serviços na China estão operando normalmente, e que a informação de que o site estaria bloqueado no país surgiu por conta de um alarme falso.

De acordo com o Google, os sistemas de monitoramento de acesso ao portal indicaram que os serviços de busca estavam bloqueados na China, e apenas o site de correio eletrônico Gmail funcionava normalmente.

No começo do mês, o Google anunciou que as autoridades chinesas renovaram sua licença comercial para operar em todo o país, após o site encerrar a política de redirecionamento automático de usuários para a versão da página em Hong Kong, que não é censurada como o site chinês.

O Google afirmou em seu blog oficial que havia solicitado a renovação da licença. A agência de notícias estatal Xinhua informou depois que a solicitação do Google foi aceita pelo governo.

A China é o maior mercado mundial de Internet por número de usuários. Este é o mais recente desdobramento em uma série de reviravoltas que ocorreram desde que o Google alertou em janeiro que poderia deixar o país asiático por receios quanto à censura e depois de sofrer ataque de hackers chineses, segundo a empresa.

Internet: o debate eleitoral ainda não aconteceu

(por *Pedro Marques)

O Brasil teria no dia 28 de julho o primeiro Debate das Eleições de 2010 pela internet e contaria com as participações dos portais IG, MSN, Terra e Yahoo! Mas não irão ocorrer, fora adiado, mas ainda sem uma explicação plausível. Porém, digo que seria o primeiro embate entre os candidatos, totalmente digital, e que atingiriam uma gama considerável da população brasileira e mundial. Os portais, referidos acima, representam 23 milhões de usuários únicos, atingindo 95% dos internautas de todo o País, segundo relatório do Ibope NetRatings, de junho de 2010.

Diferentemente dos debates tradicionais, o Debate On-Line 2010 promovido pelos portais iG, MSN, Terra e Yahoo! teria o usuário da internet como foco central na interação com os candidatos, com canal aberto no Twitter no @debateonlinebr para envio de perguntas no dia do evento.

O debate será(seria) aberto pelos próprios candidatos fazendo perguntas entre si sobre os temas que os internautas irão sugerir pelos portais, nos dias que antecedem o encontro.

Números da Web no Brasil e na América Latina:

* Até 2020, metade da população brasileira pertencente à Classe C terá acesso à internet em casa, e 60% dessas conexões serão de banda larga. (Fonte: Programa de Estudos do Futuro da Fundação Instituto de Administração – Profuturo/FIA);

* As Classes D e E chegarão ao fim da década com 25% de seus domicílios conectados à web, dos quais um quarto fará acesso por meio de banda larga. (Fonte: Programa de Estudos do Futuro da Fundação Instituto de Administração – Profuturo/FIA;

* Em dezembro de 2009, eram 67,5 milhões de internautas. Em setembro do mesmo ano, eram 66,3 milhões. Em apenas 3 meses surgiram 1,2 milhão de novos internautas, com mais de 16 anos, na internet. (Fonte: Ibope Nielsen Online – Jun/2010);

* Além disso, somos o 5º país com o maior número de conexões à Internet;

* Na América Latina, os brasileiros foram os que passaram mais tempo conectados à Internet, com média de 26,4 horas. (Fonte: comScore);

* 27,5 milhões acessam regularmente a Internet de casa. Isso sobe para 36,4 milhões se considerados também os acessos do trabalho. (Fonte: Ibope Nielsen Online – jul/2009).

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Transparência Brasil



(por *Glaucir Borges) O portal Transparência Brasil é um importante mecanismo de fiscalização daqueles que detém os cargos públicos neste país. O Portal possui alto grau de funcionalidade e uma gama de informações qualificada e completa. Nele pode-se encontrar informações sobre todos os senadores, deputados e vereadores e ministros do supremo federal do Brasil. Também pode-se encontrar a lista de todas as licitações feitas no estado de Santa Catarina.

No Projeto Excelências, encontra-se informações sobre todos os ocupantes de casas legislativas do país. A navegação é boa e fácil. Através de um gráfico, com o mapa do país e a divisão de cada estrado podem-se acessar cada assembléia estadual, senado, câmara federal e ou câmaras municipais.

Podem-se encontrar informações sobre um deputado estadual do Rio Grande do Sul, pode-se usar como filtro de busca, agrupamento, nome, partido e assembléia legislativa. Na página do deputado encontramos a sua foto, votação na última eleição, e-mail e CPF. Também se pode encontrar dados relevantes, além de links para assiduidade, matérias legislativas, notícias de jornal sobre casos de corrupção, bens declarados, gastos , doações recebidas e feitas.

A nova ferramenta do portal é o Projeto Meritíssimos. Nele podemos averiguar o desempenho de todos os ministros do STF. No mecanismo de filtro podemos procurar os ministros através de seu nome, o perfil de classes processuais e ramos do direito. Depois de escolhido o ministro vamos encontrar informações da carreira de cada um, data de posse, número de processos e importantes quadros comparativos com os demais ministros sobre quantidade, tipos de processos e tempo de resolução de cada ministro para o processo. Também possui informações sobre como interpretar gráficos.

Dentro do portal encontraremos todas as licitações do estado de Santa Catarina desde 1997. Também de fácil navegação. Ele possui um mapa do estado com todas as cidades. Ao clicar em licitações e escolher uma data e um tema, por exemplo, montante pago por modalidade de licitação, ou valores pagos anualmente. Asa licitações são verificadas por municípios ou porte de municípios e empresas. Vamos encontrar também todos os valores e montantes pagos pelas empresas, produtos e indicadores de todos os municípios do Estado.

Também existe no portal um assistente de licitações com a legislação pertinente ao assunto, perguntas e respostas freqüentes aos processos licitatórios. O assistente também possui o módulo conformidade de licitação, que permite a comparação de uma data de licitação com o que é exigido por lei. Também possui uma ferramenta de consulta ao tribunal de contas do estado de Santa Catarina.

O portal Transparência Brasil é completo, são informações sobre todos os vereadores, deputados estaduais, federais e senadores do país, ministros do supremo, além das licitações do estado de Santa Catarina. É a freqüência de presenças, projetos, gastos, doações recebidas e feitas. E é bem-atualizado, encontramos informações recentes, notícias de jornais sobre a atuação do parlamentares e ministros do supremo, além de artigos e publicações.

A navegação é simples. A partir do nome de cada deputado ou ministro do supremo e também de gráficos bem construídos e sistemas de filtragem bem definidos como a assembléia legislativa a que pertence ou partido podemos encontrar um vereador do Acre ou senador do Rio Grande do Sul sem dificuldades. O Transparência Brasil é uma ferramenta valiosa para que as pessoas possam visualizar e fiscalizar a atuação dos políticos em que votaram ou não.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Sites de notícias não priorizam a notícia

(por *Daiana Lenz)

Eu analisei duas páginas dos portais do Jornal Zero Hora e Correio do Povo, ambos do dia 29 de julho de 2010. Verifiquei a distribuição de conteúdo noticioso em dois portais de importantes veículos de comunicação do Rio Grande do Sul. O site do Jornal Zero Hora, e o mais recente, que é o portal do Correio do Povo. Ambos são tidos como referência para o acesso a informação e possuem credibilidade para com os leitores. Os dois portais estão bem estruturados, mas alguns detalhes fazem com que um deles se destaque mais em termos de facilitar a vida do leitor. A próxima figura (01) é uma notícia de capa do site:

No site do Jornal Zero falta objetividade, o espaço destinado ao comercial acaba atrapalhando a continuidade de leitura da notícia. No espaço, logo abaixo da notícia onde deveriam estar os links com informações relacionados a determinado assunto, encontram-se espaços publicitários em forma de títulos para serem acessados. Um portal de notícias é um portal de notícias, e como no impresso onde está tudo diagramado e dividido de forma a busca do leitor ficar clara, no on-line não deve ser diferente.

As fotos estão boas chamam a atenção, os títulos também , mas o site peca por não ter a visão de que o leitor de hoje não possui tempo para ficar procurando assuntos relacionados . No exemplo da figura 01 a notícia é de um engavetamento na Freeway. Isto é uma notícia, sim, mas e será que o leitor não teria interesse em saber mais, além do fato, acidentes como este, porque acontecem? Outros tombaram naquele mesmo ponto? Há outras notícias relacionadas a isto... Todas estas questões poderiam contribuir com o objetivo de oferecer mais conteúdo a um fato. A linguagem do meio online hoje exige muito mais, ela deve ser bem mais completa. Estes são os fatores que o diferenciam do impresso, pois o ambiente virtual é muito amplo, dinâmico, e alguns veículos não estão aproveitando esta possibilidade.

Em uma página extraída do site do Jornal Correio do Povo, podemos visualizar um layout mais limpo, fácil de buscar, sem tantos anúncios “piscantes”. Textos e fotos estão bem distribuídos, sendo de fácil acesso. As tarjas logo acima da página indicam os conteúdos disponibilizados e estão bem colocados, pois proporcionam ao espaço restante da página um espaço limpo, fácil de localizar os assuntos que se procura. Na figura dois, uma notícia sobre apreensão da polícia, e logo abaixo uma caixa de diálogo informando os assuntos relacionados. E à direita, links com as ultimas notícias. O leitor tem a noticia, e na mesma página já acessa assuntos relacionados, alem de ter à disposição no mesmo local, os últimos fatos do dia. No site do correio do povo o leitor é bem direcionado, a atenção dele não se perde em anúncios “piscantes” e “chatos”.

O que o internauta de procura hoje é mais do que o impresso, além da rapidez, também conhecimento , os veículos de comunicação se utilizam do online para ganhar dinheiro. Mas informação demais em uma página só, não traz grandes vantagens. Ao pensarmos que o leitor tem que fazer um esforço para encontrar e manter a concentração no que realmente lhe interessa, a notícia, o lucro obtido nos anúncios publicitários acabam se tornando falhas na busca pela fidelização do internauta.

Portanto, ao analisar desta forma, usando como critérios a fácil navegabilidade, e a quantidade de conteúdo, podemos dizer que o site do Jornal O correio do Povo, atende com mais eficácia a demando do leitor do que o site do Jornal Zero Hora.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Internet é a 2ª mídia com mais credibilidade

(por *Susan Liesenberg)

Ao notar que muitos colegas aqui do blog levantam a questão da confiabilidade das notícias publicadas online, lembrei também da pesquisa que aponta que a Internet é a segunda mídia com mais credibilidade. E, pasmem os mais tradicionalistas em termos de consumo de mídia, os sites estão à frente dos veículos impressos.

Para a pesquisa, cujo resultado foi divulgado em novembro de 2009, foram ouvidas 2,5 mil pessoas nas nove maiores capitais brasileiras, incluindo Porto Alegre, entre agosto e setembro do ano passado.

A TV aparece na ponta, com 55,9% da preferência dos entrevistados - todos maiores de 16 anos - na escolha de veículo em que mais se pode confiar.

Recomendo a leitura dos dados, a metodologia da pesquisa e uma reflexão sobre a mudanças dos nossos hábitos de consumo de informação.

De minha parte, como análise, creio que muito da nossa resistência em confiar em fontes ou meio venha da nossa construção positivista de atribuir confiabilidade àquele ou àquilo que conhecemos a mais tempo, o que é natural do homem, à nossa formação. Mas, sendo a internet nossa presente e fututa companhia, acredita que seja necessário buscar nela os caminhos mais confiáveis de onde tiraremos nossas informações.

E como saber se podemos confiar nela ou em que site confiar? Da mesma forma como aprendemos a confiar em amigos, vizinhos, conhecidos: pela experiência, pela observação atenta e pelo nosso faro pessoal. Certamente podemos nos decepcionar em alguns casos. A vida é assim. Com a internet não seria diferente, e acho que, por isso, ela merece um bom crédito. Não há porque ser tão duro com ela se é fato que o exercício da confiança é diário, é uma construção de cumplicidade. Acusá-la de inconfiável antes de dar-lhe este crédito seria o mesmo que continuar a acreditar em tudo o que a TV diz - e a quem nós dedicamos mais da metade de nossa audiência e confiança, a exemplo da pesquisa. É tempo de rever - telas e conceitos.

Eu curto!


(por *Susan Liesenberg)


Textos curtos são mais lidos do que os mais generosos em suas linhas. É matemático, e quase publicitário. Menos palavras, menos leitura. A não ser que quem as tenha escrito - as linhas corridas sobre a tela ou o papel - seja dono daquele tipo de texto cada vez menos visto: o envolvente até o ponto final.

Aqui, na internet - e, preponderamente, no jornalismo digital -, cada vez mais se vê a redução deles, mas mais pelo atendimento da rapidez que a instantaneidade do meio requer do que pela "superficialidade" a que costumeiramente o relegamos.

Se não se julga um livro pela sua capa, o mesmo eu diria de um texto: considerá-lo superficial pela rapidez da apresentação de seu conteúdo me parece ser igualmente precipitado. Profundidade e tamanho não são a mesma coisa, embora nosso olho esteja adestrado para considerar assim à primeira vista de uma página dupla de um jornal impresso, por exemplo. Quanta informação! Não significa por isso, no entanto, que um post de dois parágrafos, por exemplo, não seja tão ou mais concentrado e potente informativamente do que as tantas folhas impressas. Conteúdo é potencialidade de informação, e não centimetragem.

Sobre isso, recomendo a leitura de Os textos leves e curtos da internet estão nos deixando mais burros?, postado hoje no clibRBS e publicado esta semana no caderno Nosso Mundo Sustentável. E um aviso: a redação é extensa, mas vale a leitura.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Fecha a conta e passa a régua!


(Por *Ariela Dedigo)

Falhas na gestão do sistema é a alegação da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro para mover uma ação civil pública contra o Google. O “monstro” da ação segunda matéria do G1 é o Orkut, a quem o órgão afirma ser palco para “condutas ilícitas e criminosas”. Mesmo que a rede social em si não seja o agente criminoso, a Procuradoria acredita que por não possuir nenhum mecanismo eficiente de controle do conteúdo que impeça que seja verificada a identidade de quem acessa o serviço, acaba favorecendo as práticas criminosas.

A ação solicita também que seja realizada uma campanha midiática para “alertar pais e responsáveis sobre os riscos de utilizar a internet e o Orkut”. É compreensível a preocupação da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro, mas sempre que vejo notícias como esta questiono também até quando vamos culpar tecnologias e dispositivos por problemas sociais que existem no país. A campanha pode ser válida, mas mais uma vez parece que vamos recorrer a estratégias já vistas por aqui: elas duram um período e depois somem. Mas é claro, é mais fácil fazer campanhas pontuais, multar, censurar e fechar uma rede social do que investir em educação continua sobre esses temas ligados diretamente a rotina das pessoas, principalmente dessa geração Y e as próximas que virão por aí.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

CTRL sêlo, CTRL vêlo...


(por *Ariela Dedigo)

Com uma passagem pelas matérias do G1 buscando informações sobre as enchentes do Rio de Janeiro e do Norte - Nordeste do Brasil , ocorridas este ano , é possível chegar a uma consideração interessante para discutir. Falamos tanto de todas as possibilidades que esse processo de convergência de mídias oferece, que palavras como inovação, liberdade, liberação, potencialização e poder de expressão, permeiam a maioria dos discursos sobre o tema.

Mas enquanto se discute narrativas intermídia, e qual a linguagem desse novo meio que tateiamos no escuro, pouco se fala sobre o que está sendo publicado nesses espaços “liberados”. No G1, ao observar os temas citados acima, se observa, por exemplo, uma repetição de matérias produzidas para os telejornais da Rede Globo, embedados em matérias que não são nada mais do que a transcrição ipsis litteris do que âncoras, repórteres e fontes declararam – com as mesmas estruturas e palavras. Um CTRL+C. CTRL+V um pouco mais elaborado. Decupagem básica.

Partimos para um olhar sobre blogs – ahhh afinal eles são “O” espaço de expressão, certo? E o que se percebe é a infinidade de cópias idênticas ou muito similares às matérias publicadas em sites, outros blogs, jornais, etc. E o mais chocante de tudo: existem pessoas que simplesmente agregam esse conteúdo em algum espaço/ferramente/url e se dizem “produtores de conteúdo”. Será que essa “convergência” está legitimando uma operação cujo resultado é: Produtores de Conteúdo = Chupadores de Conteúdo?

Claro, que falamos aqui em alguns casos específicos e se reconhece a existência de espaços que possuem uma proposta diferente. Mas é sempre bom olhar para nós mesmo. Que estamos fazendo? Se temos a possibilidade de dar vazão aos nossos pensamentos, porque não fazê-lo?

Esse assunto faz lembrar um poema da amiga e jornalista Cláudia Flores.

* * *
Basta.

estou cansada desta vida
control-sêlo e control-vêlo.

estou cansada desta vida
control-sêlo e control-vêlo.

estou cansada desta vida
estou cansada desta vida
estou cansada desta vida
contra o sê-lo e contra o vê-lo.
* * *

Abro aqui a campanha pró sê-lo e vê-lo.
Adeus CTRL. Se vemos... pensemos e falemos...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A Copa da Imagem


(por *Glaucir Borges) Pegando o gancho da Patrícia vou falar de Copa do Mundo. O evento mobiliza a atenção da mídia em todas as partes do planeta e sobretudo no Brasil. A Copa está na televisão, rádio, jornais, internet e em outras mídias como as vitrines de lojas e os outdoors. A cada quatro anos, tudo vira Copa no Brasil. Jornais de emissoras como Globo, Record, Bandeirante, SBT dedicam a maior parte de seu noticiário ao evento e muitas vezes até mandam os seus apresentadores para o país sede. Os canais esportivos falam de Copa às 24 horas de sua programação.

Vivemos a era da tecnologia e da imagem. Tudo é imagem. A Copa da África do Sul é a Copa da Imagem. São 32 câmeras nos estádios que mostram todos os detalhes. E a grande sensação é o super slow. Vemos do suor dos jogadores até os gomos da Jabulani em alta definição. Presenciamos as expressões de alegria e sofrimento de atletas, técnicos e torcedores, como se eles estivessem no quintal de nossas casas. A imagem prevalece até mesmo na cobertura da Internet.

Na cobertura do canal Sportv, existe a crônica das partidas, que é texto e imagem. Uma voz, conta a partir de um texto escrito de maneira poética como foi o jogo, sempre permeado pelas imagens da partida, a maioria em super slow.

Na cobertura on-line as imagens parecem também prevalecer. Sites como globo esporte.com, lance.net, Clic esportes priorizam a imagem. O texto parece ficar em segundo plano. Também são usadas muitas fotos de agências como Reuters. Muitas vezes percorrendo os diversos veículos on-line vamos ver exatamente as mesmas fotos sendo usadas.

O tipo de cobertura parece ser a mesma. A possibilidade da interação do espectador aumentou, mas acho acho que falta criatividade. No pouco e modesto texto que encontramos na net, vemos o mesmo tipo de abordagem. São poucas que oferecem algum tipo de novidade, que tentam dar outro tom as suas coberturas. Um dos raros exemplos é o pequeno blog Anel Superior que tenta explorar os lados pouco usuais das coberturas, com textos com mais humor, irônicos.

A Internet abre novas possibilidades de difusão de informação. Abre a possibilidade de abordagem de temas variados, abre a possibilidade da criação de novos atores na produção de conteúdo. Mas como já falado, os veículos on-line parecem repetir o que é feito pela televisão. Talvez pelo fato de a Internet ainda não ter definido qual é a sua linguagem. Penso que a grande revolução a ser feita na linguagem da web é a dos pequenos blogs. A originalidade deve partir deles. Quanto as imagens elas são inevitáveis e devem ser bem usadas.